IRCC Revoga em 8 Dias Nova Exigência pro Work Permit de Reciprocal Employment (C20) | ImmigraCan
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Em 6 de agosto de 2026, o IRCC (*Immigration, Refugees and Citizenship Canada*, o órgão de imigração do Canadá) revogou uma exigência nova que ele mesmo tinha criado apenas 8 dias antes, em 29 de julho, pra categoria Reciprocal Employment (código de isenção C20) — um tipo de work permit (visto de trabalho) que dispensa o empregador de pedir LMIA (*Labour Market Impact Assessment*, o estudo de impacto no mercado de trabalho canadense). A exigência revogada dizia que o candidato precisava já estar empregado pela empresa no exterior antes de aplicar; segundo um porta-voz do próprio IRCC, a mudança "foi publicada por engano, por um problema de controle de versão, e não reflete a política pretendida". Na prática, quem usa essa categoria continua podendo aplicar mesmo sem já ter vínculo empregatício ativo com a empresa fora do Canadá.
O que é a categoria Reciprocal Employment (C20)
Vale explicar essa categoria porque ela é pouco conhecida, mas relevante pra um perfil específico de brasileiro: quem trabalha (ou vai trabalhar) numa empresa multinacional com operação no Canadá.
O C20 existe dentro do *International Mobility Program* (IMP, o programa de mobilidade internacional do IRCC) e permite que uma empresa traga um funcionário pro Canadá sem passar pelo LMIA — o processo mais longo e caro que normalmente obriga o empregador a provar que não encontrou um canadense ou residente permanente pra vaga. A base legal é a regra R205(b) do *Immigration and Refugee Protection Regulations*: a contratação no Canadá é permitida quando ela cria ou mantém oportunidades recíprocas em outros países pra cidadãos canadenses ou residentes permanentes.
Na prática, isso costuma valer pra:
- Funcionários de empresas com escritórios no Brasil e no Canadá, quando a empresa consegue demonstrar que oferece (ou já ofereceu) oportunidades equivalentes no exterior pra canadenses
- Programas formais de intercâmbio profissional entre operações internacionais da mesma companhia
- Vagas específicas ligadas a acordos de reciprocidade de trabalho entre países
A exigência que durou 8 dias
Em 29 de julho de 2026, o IRCC publicou uma atualização das instruções operacionais (*Program Delivery Instructions*) pra categoria C20 que adicionava uma frase restritiva: o candidato precisava já estar empregado pela empresa no exterior no momento da aplicação, pra a empresa poder demonstrar a reciprocidade. Isso deixava de fora quem só começaria o vínculo empregatício com a organização depois de chegar ao Canadá — um cenário que, até então, também se enquadrava no C20.
A mudança foi noticiada como um endurecimento real da categoria por veículos especializados em imigração canadense, e gerou reação de escritórios de imigração que atendem empresas multinacionais, já que a nova regra reduzia na prática o número de candidatos elegíveis.
A revogação de 6 de agosto
Oito dias depois, em 6 de agosto de 2026, o IRCC reverteu a mudança e voltou à versão anterior das instruções. Segundo a explicação oficial repassada à imprensa especializada, a atualização de 29 de julho "foi publicada por engano, por um problema de controle de versão, e não reflete a política pretendida" pelo próprio órgão.
Com a reversão, valem novamente as regras anteriores:
- Uma aplicação C20 não será recusada só porque o candidato não está atualmente empregado pela organização no exterior
- O empregador continua podendo demonstrar a reciprocidade criando ou mantendo oportunidades de trabalho equivalentes nos escritórios internacionais da empresa pra cidadãos canadenses ou residentes permanentes — não precisa ser um vínculo empregatício já em andamento
Por que isso importa pra brasileiros
Casos de aplicação prática do C20 não são o caminho mais comum de imigração — a maioria dos brasileiros chega ao Canadá via Express Entry, PNP ou work permit com LMIA regular. Mas pra quem trabalha numa multinacional com presença no Canadá, ou tem uma proposta ligada a um programa de intercâmbio profissional entre escritórios da mesma empresa, o C20 é uma rota mais rápida e mais barata do que o processo padrão, exatamente por dispensar o LMIA. A confusão de julho — que durou pouco, mas existiu de fato nas instruções oficiais — mostra por que vale sempre confirmar a versão mais recente das regras com um profissional antes de montar a aplicação, em vez de confiar só no que leu num artigo antigo.
Pra quem não se encaixa nesse perfil específico e está buscando um caminho de residência permanente convencional, o quiz gratuito de elegibilidade da ImmigraCan calcula sua pontuação CRS (*Comprehensive Ranking System*, o sistema de pontos do Express Entry) e cruza com os programas federais e provinciais em que você se encaixa hoje — sem prometer aprovação garantida, já que a decisão final é sempre do IRCC. Pra comparar as rotas de work permit, Express Entry e PNPs mais ativos de 2026 lado a lado, o catálogo de programas de imigração da ImmigraCan organiza os critérios de cada um.
O que fica desse vaivém de instruções
Episódios como esse reforçam um ponto prático: regras de imigração canadense — sobretudo instruções operacionais internas, que mudam com menos aviso do que leis ou regulamentos — podem ser corrigidas ou revertidas em poucos dias, mas isso não significa que o processo seja imprevisível o tempo todo. Significa que quem depende de uma categoria específica, como o C20, precisa checar a versão vigente das instruções antes de aplicar ou aconselhar alguém, e não presumir que o que valia há duas semanas ainda vale hoje.
*Dados desta atualização com base nas diretrizes gerais da categoria Reciprocal Employment R205(b) – C20 do IRCC, com reportagem da imprensa especializada em imigração canadense. Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento jurídico ou de imigração — a ImmigraCan não é afiliada ao Governo do Canadá nem ao IRCC. Para o seu caso específico, consulte um consultor de imigração regulamentado (RCIC) ou advogado especializado.*